Capão da Canoa - RS

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Paz... Silêncio... Tranquilidade... Emoção...

sábado, 21 de maio de 2011

PROPOSTA Nº 07


Proposta de Redação

A notícia de que Neymar, ídolo santista e provável titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo que ocorrerá aqui no Brasil, será pai não causou surpresa à maioria das pessoas. Jovem, ídolo dos jovens, deslumbrado com a exposição na mídia e consequente fama, ele segue um caminho que parece natural a muitos que acabaram de sair da adolescência. Nesta proposta de redação, trataremos da gravidez na adolescência. Ainda que seja um assunto amplamente discutido, é importante refletirmos sobre as questões envolvidas.

Coletânea de textos

Neymar confirma que será pai e preserva identidade de mãe menor de idade
Neymar vai encarar uma nova responsabilidade na vida. O atacante do Santos engravidou uma adolescente de 17 anos e, nesta quinta-feira, se manifestou publicamente, afirmando que pretende assumir a paternidade e cumprir com todas as obrigações que a situação exige. Em nota oficial, disse que deseja preservar a identidade da mãe e que a criança é bem-vinda.

NEYMAR SE CALA EM DESEMBARQUE

O atacante Neymar manteve o silêncio e não comentou a polêmica envolvendo a gravidez de uma jovem de 17 anos confirmada nesta quinta-feira. O atleta desembarcou com o restante da delegação do Santos nesta tarde no aeroporto de Cumbica e deixou o local escoltado por seguranças sem se manifestar sobre o caso.
Segundo apurou a reportagem do UOL Esporte, o jovem ídolo de 19 anos estava orientado a não expor o fato até domingo, após a final do Paulistão contra o Corinthians, mas divulgou um comunicado em seu em site oficial confirmando a história, dizendo estar preparado para o desafio de ser pai. A expectativa era que o atleta se pronunciasse mais sobre o caso na chegada da delegação santista ao Brasil nesta quinta-feira (o Santos venceu na noite de quarta o Once Caldas, na Colômbia, pela Libertadores), mas desembarcou em silêncio.

Neymar foi avisado sobre a gravidez da menor de idade na quinta-feira passada. Assim que comunicado, o atacante disse ser alta a possibilidade da paternidade e já tratou de ir à casa da jovem conversar com os pais.

A adolescente está grávida de quase cinco meses, e Neymar já assumiu o pagamento de exames e consultas médicas necessárias durante a gestação. Um exame de DNA  ainda deve ser realizado para certificar a paternidade, a pedido de pessoas próximas a Neymar.


A Gravidez na Adolescência

A adolescência é uma fase bastante conturbada na maioria das vezes, em razão das descobertas, das ideias opostas às dos pais e irmãos, formação da identidade, fase na qual as conversas envolvem namoro, brincadeiras e tabus. É uma fase do desenvolvimento humano que está entre infância e a fase adulta. Muitas alterações são percebidas na fisiologia do organismo, nos pensamentos e nas atitudes desses jovens.

A gravidez é o período de crescimento e desenvolvimento do embrião na mulher e envolve várias alterações físicas e psicológicas. Desde o crescimento do útero e alterações nas mamas a preocupações sobre o futuro da criança que ainda irá nascer. São pensamentos e alterações importantes para o período.

Adolescência e gravidez, quando ocorrem juntas, podem acarretar sérias consequências para todos os familiares, mas principalmente para os adolescentes envolvidos, pois envolvem crises e conflitos. O que acontece é que esses jovens não estão preparados emocionalmente e nem mesmo financeiramente para assumir tamanha responsabilidade, fazendo com que muitos adolescentes saiam de casa, cometam abortos, deixem os estudos ou abandonem as crianças sem saber o que fazer ou fugindo da própria realidade.

O início da atividade sexual está relacionado ao contexto familiar, adolescentes que iniciam a vida sexual precocemente e engravidam, na maioria das vezes, tem o mesmo histórico dos pais. A queda dos comportamentos conservadores, a liberdade idealizada, o hábito de “ficar” em encontros eventuais, a não utilização de métodos contraceptivos, embora haja distribuição gratuita pelos órgãos de saúde públicos, seja por desconhecimento ou por tentativa de esconder dos pais a vida sexual ativa, fazem com que a cada dia a atividade sexual infantil e juvenil cresça e consequentemente haja um aumento do número de gravidez na adolescência.

A gravidez precoce pode estar relacionada com diferentes fatores, desde estrutura familiar, formação psicológica e baixa autoestima. Por isso, o apoio da família é tão importante, pois a família é a base que poderá proporcionar compreensão, diálogo, segurança, afeto e auxílio para que tanto os adolescentes envolvidos quanto a criança que foi gerada se desenvolvam saudavelmente. Com o apoio da família, aborto e dificuldades de amamentação têm seus riscos diminuídos. Alterações na gestação envolvem diferentes alterações no organismo da jovem grávida e sintomas como depressão e humor podem piorar ou melhorar.

Para muitos destes jovens, não há perspectiva no futuro, não há planos de vida. Somado a isso, a falta de orientação sexual e de informações pertinentes, a mídia que passa aos jovens a intenção de sensualidade, libido, beleza e liberdade sexual, além da comum fase de fazer tudo por impulso, sem pensar nas consequências, aumenta ainda mais a incidência de gestação juvenil.

É muito importante que a adolescente faça o pré-natal para que possa compreender melhor o que está acontecendo com seu corpo, seu bebê, prevenir doenças e poder conversar abertamente com um profissional, sanando as dúvidas que atordoam e angustiam essas jovens.
Leia também o ótimo texto “Gravidez na adolescência” no site InfoEscola.

Proposta de redação

Seu trabalho será abordar este tema: Gravidez na adolescência. Para nortear sua atividade, pense nas perguntas abaixo:
  • Por que ela ocorre mesmo com tanta informação?
  • Quais os problemas decorrentes da gravidez na adolescência para os jovens envolvidos?
  • Como devem se comportar os pais?
  • O que muda depois da chegada do bebê?
Você NÃO DEVE responder às questões no seu texto como se fosse um questionário. As perguntas são apenas guias para que você saiba o que é possível abordar na produção da redação.

Instruções da proposta

Preste bastante atenção às instruções para não ter seu texto anulado ou muito penalizado.
  • Escreva aproximadamente 25 linhas;
  • Não rasure. Você tem tempo para fazer um rascunho;
  • Não copie trechos da coletânea nem faça paráfrases;
  • Use a norma culta

Gravidez na Adolescência - Texto Anexo

1. Gravidez
Biologicamente a gravidez pode ser definida como o período que vai da concepção ao nascimento de um indivíduo. Entre os animais irracionais trata-se de um processo puro e simples de reprodução da espécie. Entre os seres humanos essa experiência adquire um caráter social, ou seja, pode possuir significados diferenciados para cada povo, cada cultura, cada faixa etária.
Em alguns países como a China, que não possui mais capacidade territorial para absorver um número elevado de indivíduos a maternidade é controlada pelo governo e cada casal só pode ter um filho. Em outras culturas como em tribos indígenas e alguns países africanos gravidez é sinônimo de saúde, riqueza e prosperidade.
No Brasil, onde não há controle de natalidade e onde o planejamento familiar e a educação sexual ainda são assuntos pouco discutidos, a gravidez acaba tornando-se, muitas vezes, um problema social grave de ser resolvido. É o caso da gravidez na adolescência.
2. Gravidez na adolescência
Denomina-se gravidez na adolescência a gestação ocorrida em jovens de até 21 anos que encontram-se, portanto, em pleno desenvolvimento dessa fase da vida – a adolescência. Esse tipo de gravidez em geral não foi planejada nem desejada e acontece em meio a relacionamentos sem estabilidade. No Brasil os números são alarmantes.
Cabe destacar que a gravidez precoce não é um problema exclusivo das meninas. Não se pode esquecer que embora os rapazes não possuam as condições biológicas necessárias para engravidar, um filho não é concebido por uma única pessoa. E se é à menina, que cabe a difícil missão de carregar no ventre, o filho, durante toda a gestação, de enfrentar as dificuldades e dores do parto e de amamentar o rebento após o nascimento, o rapaz não pode se eximir de sua parcela de responsabilidade. Por isso, quando uma adolescente engravida, não é apenas a sua vida que sofre mudanças. O pai, assim como as famílias de ambos também passam pelo difícil processo de adaptação a uma situação imprevista e inesperada.
Diante disso cabe nos perguntar: por que isso acontece? O mundo moderno, sobretudo no decorrer do século vinte e início do século vinte e um vem passando por inúmeras transformações nos mais diversos campos: econômico, político, social.
Essa situação favoreceu o surgimento de uma geração cujos valores éticos e morais encontram-se desgastados. O excesso de informações e liberdade recebida por esses jovens os levam à banalização de assuntos como o sexo, por exemplo. Essa liberação sexual, acompanhada de certa falta de limite e responsabilidade é um dos motivos que favorecem a incidência de gravidez na adolescência.
Outro fator que deve ser ressaltado é o afastamento dos membros da família e a desestruturação familiar. Seja por separação, seja pelo corre-corre do dia-a-dia, os pais estão cada vez mais afastados de seus filhos. Isso além de dificultar o diálogo de pais e filhos, dá ao adolescente uma liberdade sem responsabilidade. Ele passa, muitas vezes, a não ter a quem dar satisfações de sua rotina diária, vindo a procurar os pais ou responsáveis apenas quando o problema já se instalou.
A desinformação e a fragilidade da educação sexual são também questões problemáticas. As escolas e os sistemas de educação estão muito mais preocupados em dar conta das matérias cobradas no vestibular, como: física, química, português, matemática, etc., do que em discutir questões de cunho social. Dessa forma, temas como sexualidade, gravidez, drogas, entre outros, ficam restritos, quase sempre, aos projetos, feiras de ciência, semanas temáticas, entre outras ações pontuais. Os governos, por sua vez, também se limitam às campanhas esporádicas. Ainda assim, em geral essas campanhas não primam pela conscientização, mas apenas pela informação a respeito de métodos contraceptivos. Os pais, como já foi dito anteriormente, além do afastamento dos filhos, enfrentam dificuldades para conversar sobre essas questões. Isso se dá devido a uma formação moralista que tiveram. Diante dessa realidade o número de pais e mães adolescentes cresce a cada dia.
A adolescência já é uma fase complexa da vida. Além dos hormônios, que nessa etapa afloram causando as mais diversas mudanças no adolescente, outros assuntos preocupam e permeiam as mentes dos jovens: escola, vestibular, profissão, etc.
A gravidez, por sua vez, também é uma etapa complexa na vida. Ter um filho requer desejo tanto do pai quanto da mãe, mas não só isso. Atualmente, com problemas como a instabilidade econômica e a crescente violência, são necessários, além de muita consciência e responsabilidade, um amplo planejamento. Quando isso não acontece, a iminência de acontecerem problemas é muito grande.
Os primeiros problemas podem aparecer ainda no início da gravidez e vão desde o risco de aborto espontâneo – ocasionado por desinformação e ausência de acompanhamento médico – até o risco de vida – resultado de atitudes desesperadas e irresponsáveis, como a ingestão de medicamentos abortivos.
O aborto além de ser um crime, em nosso país, é uma das principais causas de morte de gestantes. Por ser uma prática criminosa não há serviços especializados o que obriga as mulheres que optam por essa estratégia, a se submeterem a serviços precários, verdadeiros matadouros de seres humanos, colocando em risco a própria vida.
Um outro problema é a rejeição das famílias. Ainda são muito comuns pais que abandonam seus filhos nesse momento tão difícil, quando deveriam propiciar toda atenção e assistência. Há que se pensar que esse não é o momento de castigar, pelo menos não dessa forma, o filho ou filha.
Em outras situações a solução elaborada pelos pais é o casamento. Embora hoje haja poucos e apenas nas regiões interioranas os casos de casamentos forçados com o objetivo de reparar o mal cometido, os casamentos de improviso, acertados entre as famílias ainda é bastante recorrente. Os adolescentes, nessa situação, são, normalmente, meros observadores e em geral não se opõem a decisão tomada pelos pais. Isso acontece tanto pela inexperiência quanto pela culpa que carregam ou ainda por pura falta de condições de apontar melhor solução. O agravante dessa situação são os conflitos de depois do casamento, que na maioria das vezes acabam em separação, causando uma situação estressante não só para os pais, mas também para o bebê.
A adolescência é o momento de formação escolar e de preparação para o mundo do trabalho. A ocorrência de uma gravidez nessa fase, portanto, significa o atraso ou até mesmo a interrupção desses processos. O que pode comprometer o início da carreira ou o desenvolvimento profissional.
3. Como evitar?
É muito comum ouvir nas ocasiões em que se discute esse assunto com os adolescentes, perguntas do tipo: o asseio íntimo com ducha vaginal depois da relação sexual previne a gravidez? Quando a relação é em pé há risco de engravidar? Uma menina pode engravidar na sua primeira transa? E muitas outras perguntas e afirmações mitológicas sobre como não engravidar. A resposta a todas essas questões postas acima é única. Em todas as situações há risco de engravidar sim.
Não importa que tipo de asseio se faça depois do ato sexual. O espermatozóide é lançado no canal vaginal durante a ejaculação ou até mesmo antes, no líquido lubrificante produzido pelo homem. Isso significa que na hora do asseio eles já estão bem longe do alcance de uma ducha íntima. O fato da transa ser em pé, de lado ou em qualquer outra posição também não altera em nada o percurso dos espermatozóides até o óvulo. Também não se pode pensar que porque é a primeira vez de uma garota os espermatozóides fiquem “cerimoniosos” e resolvam voltar sem fecundar o óvulo. Até mesmo porque eles não teriam para onde voltar não é verdade?
Outras garotas ao iniciarem sua vida sexual tomam decisões como: só praticar sexo anal; só transar durante a menstruação; fazer tabelinha; pedir ao parceiro que utilize o coito interrompido1, entre outras estratégias equivocadas, que passam de boca-em-boca como eficientes.
Tudo bem, sexo anal não engravida porque é anatomicamente impossível: não há como o espermatozóide migrar do canal retal para o vaginal. Porém, há que se ter cuidado com o líquido expelido pelo pênis durante a excitação. Esse líquido pode conter espermatozóides que em contato com a vagina podem ter acesso ao óvulo mesmo não havendo penetração vaginal. Outro fator também tem que ser considerado. Não se pode optar pelo sexo anal se essa não é uma escolha, se a experiência não é agradável aos dois e sim porque é mais seguro.
O coito interrompido é outra opção que não convém, pois no momento máximo da excitação pode não dar tempo de realizar o procedimento ou mesmo que tudo ocorra bem bastaria que uma gotícula de esperma caísse na vagina para que houvesse risco de gravidez.
1Denomina-se coito interrompido a ação do homem de retirar o pênis da vagina durante a penetração para ejacular o sêmen fora.
A tabelinha também é um método arriscado, sobretudo no início da vida sexual e sem acompanhamento de um profissional. Esse é um recurso usado como paliativo e sempre orientado por um médico e acompanhado de outros métodos contraceptivos. Assim como no caso da transa durante a menstruação o fator regularidade do ciclo menstrual é fundamental, o que significa dizer que se o ciclo for irregular não dá para confiar nesses métodos.
Diante disso só o acesso à informação, a educação, assim como a conscientização e a orientação para o uso de contraceptivos, são as únicas formas de combater e prevenir a gravidez na adolescência. Tudo isso, porém, só será possível através da associação de ações educacionais e de saúde pública. Não basta ter a informação se o acesso a uma consulta, um aconselhamento, ou a uma cartela de camisinhas é truncado.
4.1. Espermicida
Espermicida é um produto, uma espécie de gel, comprado em farmácias sem a necessidade de receitas médicas e utilizado para matar ou imobilizar os espermatozóides evitando que eles cheguem ao óvulo. É aplicado na vagina pouco antes da relação sexual, mas não oferece o mesmo grau de proteção que a camisinha, por exemplo. O ideal é que seja usado junto com a camisinha aumentando assim sua eficácia.
4.2. Diafragma
O diafragma é outro método ideal que cãs bem com o espermicida. Aliás, ele só funciona assim. É um objeto côncavo, arredondado e de bordas, feito de borracha flexível. Para utilizá-lo é necessário aplicar-lhe o espermicida e em seguida inseri-lo no canal vaginal. Ele funciona como uma barreira de proteção do útero.
4.3. Camisinha
É o método contraceptivo mais seguro chegando a oferecer 90% de segurança em relação a gravidez. Além da gravidez previne também todo tipo de doença sexualmente transmissível. Além disso, pode ser utilizada tanto pelo parceiro (camisinha masculina) quanto pela parceira (camisinha feminina). Outra vantagem é que sua aquisição é fácil. Tanto pode ser adquirida gratuitamente nos postos de saúde como comprada a um preço módico em supermercados e farmácias. O único cuidado que deve ser tomado é o de observar se o produto tem o selo do imetro e se está dentro da data de validade.
4.4. Pílulas anticoncepcionais
Um dos métodos contraceptivos mais populares as pílulas ocupam o primeiro lugar no ranking dos métodos mais usados pelas meninas. Isso acontece, primeiro porque sua fama de método seguro é grande, segundo porque o acesso a esse produto também é muito fácil. Embora isso seja errado a maioria das farmácias não pede receita médica no ato da compra e muitas mulheres fazem uso desse medicamento sem orientação médica. É importante salientar que essa atitude não deve ser cultivada. O uso de qualquer medicamento por iniciativa própria é arriscado à saúde. As pílulas costumam provocar efeitos colaterais como aumento ou redução de peso, dores de cabeça, náuseas, tonturas, entre outros.
4.5. Outras alternativas
Além desses há ainda um método contraceptivo que não é adequado à adolescência. É o DIU (Dispositivo Intra Uterino). Trata-se de um mecanismo depositado, apenas pelo médico, no útero da mulher e que deve ser acompanhado pelo menos de 6 em 6 meses pelo ginecologista.
Não resta dúvida então que o melhor remédio para não engravidar é prevenir, certo? Porém, se algo deu errado há um método contraceptivo de urgência: trata-se da “pílula do dia seguinte”. É um medicamento que deve ser usado quando, por acidente, falham os outros métodos. Importante: apenas em casos extremos. Não dá para ser irresponsável e sair por aí transando sem proteção e tomando a pílula toda vez que transa. A eficiência do uso da “pílula do dia seguinte” está relacionada com o tempo que leva entre a transa e a ingestão do medicamento. Quando mais cedo for tomada maior sua eficácia. Seu uso errado pode ser prejudicial a gravidez, por isso deve ser orientado pelo médico.


PROPOSTA Nº 06


LEIA ATENTAMENTE

Leia toda a coletânea e selecione o que julgar pertinente para a realização da proposta escolhida. Articule os elementos selecionados com sua experiência de leitura e reflexão. O uso da coletânea é obrigatório.
ATENÇÃO - sua redação será anulada se você desconsiderar a coletânea ou fugir ao recorte temático

APRESENTAÇÃO DA COLETÂNEA
Em toda sociedade convivem gerações diversas, que se relacionam de formas distintas, exigindo de todos o exercício contínuo de lidar com a diferença.

1)

2) Para o sociólogo húngaro Karl Mannheim, a geração consiste em um grupo de pessoas nascidas na mesma
época, que viveram os mesmos acontecimentos sociais durante a sua formação e crescimento e que partilham a
mesma experiência histórica, sendo esta significativa para todo o grupo. Estes fatores dão origem a uma
consciência comum, que permanece ao longo do respectivo curso de vida. A interação de uma geração mais
nova com as precedentes origina tensões potencializadoras de mudança social. O conceito que aqui está patente
atribui à geração uma forte identidade histórica, visível quando nos referimos, por exemplo, à “geração do pósguerra”.
O conceito de “geração” impõe a consideração da complexidade dos fatores de estratificação social e
da convergência sincrônica de todos eles; a geração não dilui os efeitos de classe, de gênero ou de raça na
caracterização das posições sociais, mas conjuga-se com eles, numa relação que não é meramente aditiva nem
complementar, antes se exerce na sua especificidade, ativando ou desativando parcialmente esses efeitos.
(Adaptado de Manuel Jacinto Sarmento, Gerações e alteridade: interrogações a partir da sociologia da infância. Educação e
Sociedade, Campinas, vol. 26, n. 91, p. 361-378, Maio/Ago. 2005. Disponível em http://www.cedes.unicamp.br)

3) A partir do advento do computador, as empresas se reorganizaram rapidamente nos moldes exigidos por essa
nova ferramenta de gestão. As organizações procuraram avidamente os “quadros técnicos” e os encontraram
na quantidade demandada. Os primeiros quadros “bem formados” tiveram em geral carreiras fulminantes. Suas
trajetórias pessoais foram tomadas como referência pelos executivos mais jovens. Aqueles “grandes executivos”
foram considerados portadores de uma “visão de conjunto” dos problemas empresariais, que os colocava no
campo superior da “administração estratégica”, enquanto o principal atributo da nova geração passa a ser a
contemporaneidade tecnológica. Os constrangimentos advindos do choque geracional encarregaram-se de fazer
esses “jovens” encarnarem essa característica, dando a esse trunfo a maior rentabilidade possível. Assim,
exacerbaram-se as diferenças entre os recém-chegados e os antigos ocupantes dos cargos. No plano simbólico,
toda a ética construída nas carreiras autodidatas é posta em xeque no conflito que opõe a técnica dos novos
executivos contra a lealdade dos antigos funcionários que, no mais das vezes, perdem até a capacidade de
expressar o seu descontentamento, tamanha é a violência simbólica posta em marcha no processo, que não se
trava simplesmente em cada ambiente organizacional isolado, mas se generaliza. (Adaptado de Roberto Grün,
Conflitos de geração e competição no mundo do trabalho. Cadernos Pagu. Campinas, vol. 13, p. 63-107, 1999.)

4) Ao longo da década de 1990, a renda das famílias brasileiras com filhos pequenos deteriorou-se com relação
à das famílias de idosos. Ao mesmo tempo, há crescentes evidências de que os idosos aumentaram sua
responsabilidade pela provisão econômica de seus filhos adultos e netos. (Ana Maria Goldani, Relações
intergeracionais e reconstrução do estado de bem-estar. Por que se deve repensar essa relação para o Brasil, pp. 211.
Disponível em http://www.abep.nepo.unicamp.br/docs/PopPobreza/GoldaniAnaMariaCapitulo7.pdf).

5) As relações intergeracionais permitem a transformação e a reconstrução da tradição no espaço dos grupos
sociais. A transmissão dos saberes não é linear; ambas as gerações possuem sabedorias que podem ser
desconhecidas para a outra geração, e a troca de saberes possibilita vivenciar diversos modos de pensar, de agir
e de sentir, e assim, renovar as opiniões e visões acerca do mundo e das pessoas. As gerações se renovam e se
transformam reciprocamente, em um movimento constante de construção e desconstrução. (Adaptado de Maria
Clotilde B. N. M. de Carvalho, Diálogo intergeracional entre idosos e crianças. Rio de Janeiro. PUC-RJ, 2007, p 52.)

6)

http://humornainformatica.blogspot.com/2008/05/videogame-para-terceira-idade.html

PROPOSTA DE REDAÇÃO:

Leia a coletânea e elabore sua dissertação a partir do seguinte recorte temático:
A relação entre gerações é frequentemente caracterizada pelo conflito. Entretanto, há outras formas de relacionamento que podem ganhar novos contornos em decorrência de mudanças sociais, tecnológicas, políticas e culturais.

Instruções:
1. Discuta formas pelas quais se estabelecem as relações entre as gerações.
2. Argumente no sentido de mostrar que essas diferentes formas coexistem.
3. Trabalhe seus argumentos de modo a sustentar seu ponto de vista.

PROPOSTA Nº 05


PROPOSTA DE REDAÇÃO

    Espalhados pelos canteiros da cidade, moradores de rua formam uma massa silenciosa e invisível - "um elemento da paisagem urbana do qual a sociedade se acostumou a desviar o olhar".
            ("Veja", 30 nov. 2005)

            Na invisibilidade que a grande maioria deles vive, alguns se destacam e surgem como personagens (escritores, detetive espacial, Lampião), criam um mundo paralelo, tornam-se visíveis e ocupam a mídia.
            Segundo o Censo do Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - 2003, é considerado morador de rua o segmento de baixíssima renda que, por contingência temporária ou de forma permanente, pernoita nos logradouros da cidade.
            A área urbana da cidade de São Paulo é de aproximadamente 1.500 km£. Abrigava em 2003 uma população de quase 10,7 milhões e, desses habitantes, 6.405 eram moradores de rua (2.834 viviam nas ruas e 3.571 pernoitavam em albergues). Ainda segundo a mesma pesquisa, predominavam pessoas do sexo masculino (83,60%), em idade ativa (18 a 55 anos, 70,06%) e residindo na rua há até um ano. Esses dados aumentaram em torno de 30% desde a última pesquisa feita em 2001 pelo mesmo instituto. Muitos desses moradores de rua não possuem família e muitos consomem álcool e drogas. O mais interessante apontado por essa pesquisa é que 20% desses moradores possuem nível superior.
            Censo 2003 - FIPE

            No meio (ilha) da Av. Pedroso de Moraes, bairro nobre da cidade, mora Raimundo Arruda Sobrinho, 68 anos. Seu último jornal leu em junho de 1976, e ainda consegue se recordar dos donos do poder daquela época: os presidentes da França e dos Estados Unidos, do Brasil, o governador e o prefeito de São Paulo. Na cabeça, uma coroa de plástico - uma garrafa cortada ao meio com papelão e metais colados nela. O saco de lixo preto que atou com um nó no seu pescoço ele usa como capa. Passa seus dias escrevendo. Curvado, ele se dedica aos seus diários, pilhas de folhas soltas guardadas num caderno de papelão. Ao lado, as notas dos anos passados, atadas por um cordão e embrulhadas em sacos de plásticos transparentes. "O diário de uma mente escravizada" ele as chama e então lê: "Dormi bem, acordei cedo, o tempo está bom, falei com gente na rua..."
            Texto: Thomas Milz. Disponível em <"http://www.caiman.de/brasil/raimundopt.shtml">

            Na Radial Leste, uma das maiores avenidas de São Paulo, podemos encontrar o Luciano: com uma fita na cabeça segurando um osso na vertical de sua testa, o corpo revestido por saquinhos de plástico, remetendo quase que a uma espécie de traje espacial. Quando lhe perguntamos a respeito de seu estranho equipamento, ele diz que é feito para viajar:
proteção antibombas, pois espera a nave que irá levá-lo para os Estados Unidos. O traje de Luciano constitui uma espécie de aparelhagem corporal, como um equipamento de sobrevivência, num mundo onde as explosões ameaçam.
            Os diversos pesos pendurados ao seu corpo dão a seus movimentos a lentidão dos gestos de um astronauta. Os saquinhos pendurados em seus braços e suas pernas estão recheados com cartelas da Mega Sena.
            Texto adaptado para fins de vestibular. Disponível em <"http://www.unicamp.br/unicamp/hoje/julho2006/ju330pag12.html">


Dissertação
A partir das informações disponibilizadas aqui, construa um texto dissertativo procurando argumentos para tentar solucionar esse problema social: o morador de rua. Algumas autoridades defendem a chamada "operação limpeza"; outras preferem ações voltadas para a cidadania. Como você se posiciona? Crie um título adequado ao desenvolvimento que der ao tema.

Importante: Seu trabalho será avaliado de acordo com os seguintes critérios:
Dissertação - espírito crítico; padrão culto da língua; adequação de título e texto ao desenvolvimento do tema; estrutura textual compatível com o tipo de texto proposto.


PROPOSTA Nº 04


De quem é a culpa pelos males que sofremos?

Leiam esta coletânea e em seguida, observando as instruções dadas, desenvolva seu texto dissertativo.

A Fábula do Lobo Traficante

A sociedade dos cordeiros condenou aquele lobo a 20 anos de prisão. Era terrível o seu crime: tráfico de entorpecentes. Por sua causa, milhares de cordeirinhos destruíram suas vidas. O lobo era o inimigo público n° 1.  Vinte anos depois, apesar desse e de outros lobos traficantes terem sido presos, a sociedade dos cordeiros estava mergulhada no vício. Era um problema de segurança nacional. Talvez por isso, um repórter resolveu entrevistar aquele lobo, à saída da penitenciária. Estaria ele arrependido? Teria consciência do que provocara? Sentia-se injustiçado?
Afinal, a sociedade dos cordeiros cumprira, rigorosamente, a Lei. Só que alguma coisa estava errada. Lobos-traficantes eram presos todos os dias, enquanto aumentava o consumo de tóxico. Qual a opinião de um lobo que pagou 20 anos por um dos piores crimes contra a humanidade?
-  Você quer mesmo saber? - foi logo falando o lobo. - O problema não se restringe a mim, nem aos que me seguiram nessa profissão. Eu cometi parte do crime, reconheço, comercializando um produto proibido...
— E quem cometeu a outra parte? — indagou o repórter, ele próprio irritado com a desfaçatez do lobo.
— Ora, a sociedade dos cordeiros! — afirmou o lobo. — Acaso fui eu que provoquei a corrida ao tóxico? Como seria possível eu me tornar um traficante, se não houvesse procura do meu produto ?
"Isso faz sentido ", pensou o repórter. E arriscou uma outra pergunta: - Como a sociedade dos cordeiros poderia ter evitado tudo isso ?
— Ora, pergunte a ela, respondeu o lobo. — Mas dificilmente a sociedade dos cordeiros concordará que tem parte dessa culpa. Para isso, seria necessário que cada cordeiro, em particular, meditasse sobre sua própria vida e o que considera melhor para o seu rebanho. Mas, você sabe que meditar, refletir, ponderar e se auto-analisar é muito difícil, há tantos lobos à disposição para assumir todas as culpas.
Quando a entrevista com o lobo-traficante foi publicada, a sociedade dos cordeiros reagiu: os lobos são criminosos irrecuperáveis, cínicos, arrogantes e diversionistas.
Para eles, só mesmo a pena de morte...
(Fernando Portela, in Gazeta do Povo, Curitiba, 1984)

Leia mais uma vez o texto com muita atenção. Depois de entendê-lo como metáfora, posicione-se num texto dissertativo em que possa concordar ou discordar do tema: "É verdade que os cordeiros também têm lá sua parcela de culpa?"

Instruções para desenvolvimento do texto dissertativo

  1. Inicie sua redação por parágrafo inicial narrativo;
  2. Argumentos mistos (expositivos e argumentativos);
  3. Preferencialmente utilize-se de exemplos recentes, publicados nos jornais e revistas, quando formalizar seus argumentos;
  4. Toda redação tem um título; e nesta, coloque-o centralizado).
  5. Não faça mais que 30 linhas;
  6. No trecho dissertativo, evite o uso da 1º pessoa do singular.

PROPOSTA Nº 03


PROPOSTA DE REDAÇÃO

"A Amazônia é considerada a área de maior extensão de floresta tropical do mundo, representando 40% do total ainda existente do planeta.
Com a maior floresta tropical úmida do mundo, a mais extensa rede fluvial do planeta e com o maior volume de água doce disponível na Terra, a Amazônia presta valiosos serviços ambientais ao regular a quantidade de gás carbônico na atmosfera e orquestrar a distribuição de chuvas em quase metade da América Latina.(...) A biodiversidade da região é tamanha que não há outro lugar com variedade tão grande de espécies, com características próprias bem marcadas".
            (Disponível em ).

Informações como esta trazem, de tempos em tempos, o temor diante da possibilidade de que essa área seja dominada por estrangeiros.

Proposta:
A internacionalização da Amazônia ou, em outras palavras, as eventuais ameaças à soberania brasileira em relação à Amazônia é o tema desta redação.
Leia com atenção os textos e observe as imagens disponibilizadas.
Construa um texto dissertativo-argumentativo, posicionando-se sobre este assunto tão polêmico.
Relacione as idéias entre os textos, mas não os copie.
Crie um título para o seu texto, adequado ao desenvolvimento que você der ao tema.

1. "Em 1982, durante a sua expedição pela Amazônia, o oceanógrafo Jacques Cousteau fez uma declaração com ares de premonição: Hoje, o mundo está preocupado com a guerra nuclear, mas essa ameaça vai desaparecer.
A guerra do futuro será entre os que defendem a natureza e os que a destroem. A Amazônia vai ficar no olho do furacão. Cientistas, políticos e artistas desembarcarão aqui para ver o que está sendo feito com a floresta".
            (Bernardino, F.R; Principe, Leonide. "Emoções Amazônicas". Manaus: Photoamazonica. 1998.)

2. "Para aqueles que imaginam a internacionalização a partir da perspectiva do território, a invasão e a tomada da Amazônia por outras nações, com a criação de um governo específico para sua gerência, são factíveis e, embora ainda não tenham acontecido, se constituem em perigos iminentes com os quais o Estado brasileiro deve se preocupar. Os defensores dessa hipótese, principalmente os militares brasileiros, argumentam que as reservas de energia e água do planeta estão próximas do esgotamento e que o potencial da floresta amazônica resultará, inevitavelmente, em futuras investidas das grandes potências mundiais sobre o território brasileiro".
            Dias, Susana. "A internacionalização imaginada da Amazônia". Disponível em


3. "Já os que analisam sob o ponto de vista do capital denunciam que a internacionalização da Amazônia já está acontecendo, não pela tomada de território físico, que é considerada hipótese remota, mas por mecanismos mais atuais e refinados ligados à exploração econômica: a aposta cada vez mais forte na mercantilização da natureza; a abertura ao mercado externo; o estímulo à participação do capital estrangeiro no país; e a flexibilização das políticas de exploração das florestas. Nessa perspectiva, os inimigos - os interesses transnacionais - já estariam em território amazônico representados pelas indústrias madeireiras, mineradoras, farmacêuticas e de sementes."
            Dias, Susana. "A internacionalização imaginada da Amazônia". Disponível em

4. Segundo Stuart Pimm e Clinton Jenkins todos os países com biodiversidade têm poucas pessoas para cuidar dos problemas que vão desde a perda de espécies, passam por grandes variações na economia local, no sistema político, além de uma variedade de crenças religiosas e culturais. "Não se pode esperar que as áreas naturais permaneçam intocadas a menos que profissionais de conservação locais qualificados estejam a postos para resolver com criatividade as inevitáveis disputas sobre como usar os recursos do país. [...] Para sustentar a biodiversidade, o mundo precisa primeiro identificar, e então imediatamente proteger esses lugares especiais.[...] Decididas quais áreas proteger, como o mundo deve cumprir a tarefa? E quem pagará pela proteção?"
            ("Scientific American". Edição especial Brasil, nŽ 41, out 2005.p.54)

PROPOSTA Nº 02

PROPOSTA DE REDAÇÃO

Segundo pesquisa realizada com 403 entrevistados de 16 a 23 anos pelo Laboratório Unicarioca de Pesquisas Aplicadas, a pedido da "Megazine" e publicada no jornal "O Globo", em 12/7/2005, "boa parte dos jovens (...) não parece levar ética a sério nos assuntos do dia-a-dia".

Dos jovens entrevistados, "34% admitem ter tirado dinheiro da carteira de pais, parentes ou amigos sem avisar, 8,92% nunca fizeram isso, mas não acham nada demais, e outros 22% nunca cometeram esse delito, mas conhecem pessoas que já o fizeram (...) 38% das pessoas ouvidas falsificaram a assinatura dos pais em algum documento ou correspondência da escola (...) e 21% já usaram a internet para difamar alguém".

Na opinião da psicóloga Teresa Creusa Negreiro, "Ao menos metade das pessoas que responderam que nunca agiram de tal maneira, mas conhecem gente que já, na verdade, fez aquilo ou está disposta a fazer".

De acordo com uma pesquisa do Pró - Saber (21/5/2001 a 8/6/2001), realizada a partir de entrevistas com 1002 alunos de escolas públicas e particulares do Rio de Janeiro, da 7 série do fundamental à 3 série do Ensino Médio, pode-se chegar "à visão de um adolescente que não trabalha (90,3%), que navega na internet se for da escola particular (50,5%), que tem amigos (94,4%) e que valoriza neles principalmente a solidariedade, a sinceridade, a lealdade, a cumplicidade, independentemente da classe social a que pertence".

Na fala da pesquisadora Rosiska Darcy de Oliveira, o adolescente "pousa na amizade como no mais sólido chão e faz dela o terreno onde brota o melhor de si: lealdade na adversidade, atenção à felicidade do outro, incondicionalidade em face de terceiros, franqueza na intimidade".

Nos trechos selecionados, adultos procuram conhecer o jovem com que convivem hoje em dia. Considerando todas essas visões sem, no entanto, copiar nenhuma, desenvolva, de forma objetiva e bem fundamentada, em um texto escrito em prosa, a sua concepção sobre os valores que orientam a conduta de pessoas jovens. O texto a ser produzido deve ser um artigo de opinião e deve ter, aproximadamente, 25 linhas. Dê um título criativo ao seu texto.



PROPOSTA Nº 01


Proposta de redação: Quem aí quer ser rastreado?

Recentemente, houve uma discussão a respeito dos limites da privacidade. Convido vocês a pensar sobre o texto abaixo e, em seguida, escrever uma redação atendendo uma das propostas dadas.



Fonte da imagem: Marcos de Mello

Famílias gaúchas na fila para receber implante de chip

O medo da violência colocou 22 famílias gaúchas na fila para adquirir uma tecnologia de segurança ainda incomum no Brasil: o microchip cutâneo. Atualmente, 42 famílias brasileiras – cerca de 200 pessoas – usam o equipamento no corpo, sob a pele. A base de monitoramento está situada em Miami (EUA). O serviço garante o rastreamento da localização do usuário por meio de satélite.
Os principais clientes são executivos, empresários e suas famílias, aterrorizados com a ameaça dos seqüestros. O serviço está disponível no Brasil há um ano, mas para adquiri-lo os gaúchos aguardam que uma base de monitoramento seja instalada no país, o que deve baratear o serviço. Outras 2 mil famílias estão pré-cadastradas esperando na fila. Para comprar o chip, o usuário desembolsa US$ 10 mil (R$ 27,3 mil). A manutenção mensal por pessoa varia de US$ 200 (R$ 550) a US$ 1 mil (R$2,7 mil).
O chip tem o tamanho de um grão de arroz e é introduzido no corpo por uma injeção ou pistolas semelhantes às usadas para vacinação. Os clientes têm adquirido o equipamento para todos membros da família devido à mudança no foco dos seqüestros.
Conforme o engenheiro aeronáutico Ricardo Chilelli, da RCI First Security, que importa o chip, o executivo – dono da empresa e que lida com o dinheiro – não tem sido mais o foco dos ataques. “O criminoso escolhe os filhos, pois mexe com o lado psicológico, tornando a negociação rápida e os valores mais altos” – explica Chilelli, ex-oficial do serviço de inteligência das Forças Armadas do Brasil, com treinamento nos Estados Unidos
Rotina controlada por satélite
O engenheiro ressalta que o chip é apenas um elemento dentro de um pacote de segurança e de cuidados que as pessoas devem adotar:
Há uma neurose, um exagero. Nem 10% das pessoas que estão na fila têm perfil para usar uma tecnologia dessas. Cerca de 85% de criminalidade e violência podem ser evitados por puro comportamento. Os conselhos são três: não se deixe avaliar, sonegue informações e dificulte a ação de outras pessoas.
O não se deixar avaliar envolve questões de exposição demasiada do poder aquisitivo. O engenheiro cita um exemplo: a pessoa, além de usar uma caminhonete importada, coloca no vidro um adesivo da escola dos filhos – tradicional e cara – e adesivo de que é criador de uma determinada raça de cavalos ou gado. Isso atrai a atenção do criminoso.
A análise sobre a necessidade do uso de uma tecnologia como o microchip cutâneo é feita a partir do estudo do perfil da família: poder aquisitivo, quem são, quanto ganham, quem são os amigos, inimigos, o quanto estão expostos na mídia, onde é a casa, as residências de litoral e campo, os escritórios, enfim, toda a rotina é arquivada sob números e códigos identificadores.
Se uma das pessoas monitoradas fugir à rotina sem avisar, um alerta é dado e a busca é iniciada. O alerta pode ser feito por familiares.
Chilelli observa que para usar o chip a pessoa tem de estar consciente, não pode ser obrigada, como às vezes ocorre com adolescentes.

Proposta de redação sobre os limites da exposição e a privacidade

Construa um texto opinativo revelando o que você pensa sobre a notícia acima. Seu texto deverá discutir os limites da privacidade e apresentar outras situações em que ela (a privacidade) foi violada.

Instruções para a proposta de redação

Desenvolva um texto dissertativo-argumentativo de, no máximo, 30 linhas;
Use a norma culta em seu texto;
Não rasure. Você tem tempo de fazer um rascunho, por isso a estética será muito cobrada;
Apresente, obrigatoriamente, outros exemplos concretos semelhantes ao do texto.